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NOTÍCIAS

Índice:

1. Sistema de TAC distingue vasos sanguíneos de ossos
2. Europa aconselha fármaco para tratamento de doentes com cancro de pulmão em fase avançada
3. Prevenção Infantil no Verão
4. Resultados do desempenho das USF
5. Hospitais classificados por estrelas como hotéis
6. Doenças profissionais na UE
7. Vacina contra o cancro do colo do útero comparticipada em França
8. Prémio Hospital Pulido Valente
9. CGC Centro de Genética Clínica comemora 15 anos
10. Boletim de Saúde da União Europeia
11. Transplante com células estaminais do sangue do cordão salva bebé português
12. Centro de Excelência em Healthcare & Medical Solutions
13. Bolsa D. Manuel de Mello
14. Hospital do Futuro na Normédica 2007
15. Avaliação dos Serviços de Medicina Interna
16. Prémios Pfizer 2007
17. Eficácia da vacina contra o cancro do útero
18. Grupo Português de Saúde inova na área de diagnóstico por imagem
19. Bolsas de Doutoramento Prof. Arnaldo Sampaio
20. Saúde 24 com novo número
21. Marcar consultas por e-mail no Hospital do Barreiro
22. Novo Hospital em Famalicão
23. Primeira central de compras partilhadas em funcionamento


Sistema de TAC distingue vasos sanguíneos de ossos
Agosto 2007

Um novo sistema de Tomografia Axial Computorizada (TAC) distingue imediatamente os vários tipos de tecido num único monitor.
O software do equipamento, lançado pela Siemens, permite a este tomógrafo (CT) distinguir os vasos sanguíneos dos ossos, emitindo-os em simultâneo ou isoladamente, conforme se deseje, permitindo assim aos médicos um diagnóstico mais rápido e rigoroso. É possível também “remover” um osso, de um modo automático, de modo a visualizar zonas que de outro modo estariam escondidas por trás.
Com este equipamento, o médico pode ver no monitor cálcio, tecidos moles e gorduras, que serão exibidos em cores diferentes. É o único equipamento de CT com dois detectores de imagem em simultâneo, o que possibilita reduzir o tempo da realização dos exames, assim como reduzir a exposição às radiações.
A capacidade de aquisição de imagens, o dobro de um equipamento comum, torna este aparelho essencial para a Cardiologia. É possível agora obter imagens do coração dilatado e das artérias, sem necessidade de beta-bloqueantes e independentemente do ritmo cardíaco do doente.
Com a utilização de imagens de alta resolução haverá uma maior qualidade e exactidão na avaliação dos exames, sendo de qualquer forma indispensável a experiência dos profissionais de saúde na diferenciação rigorosa de tecidos de densidades semelhantes.


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Europa aconselha fármaco para tratamento de doentes com cancro de pulmão em fase avançada
Agosto 2007

O Comité de Especialidades Farmacêuticas de Uso Humano da Agência Europeia do Medicamento recomendou a aprovação da utilização do fármaco comercializado pela farmacêutica Roche em primeira linha no tratamento do cancro do pulmão, associado à quimioterapia. A decisão do Comité baseou-se nos resultados de dois estudos, que revelaram a eficácia do fármaco associado com diversos regimes de quimioterapia.
Normalmente, os doentes com cancro do pulmão em fase avançada têm uma esperança média de vida de apenas oito a dez meses, e este é o único medicamento que, na última década, demonstrou prolongar o tempo de vida destes pacientes. O fármaco inibe o crescimento de uma rede de vasos sanguíneos que fornecem nutrientes e oxigénio aos tecidos tumorais. Actua na proteína natural VEGF (Factor de Crescimento de Endotélio Vascular), impedindo desta forma que o sangue chegue ao tumor, que portanto não cresce nem se dissemina através do organismo (metastização).
Um dos estudos, o E4599, foi um estudo aleatório que envolveu 878 doentes com cancro de pulmão avançado, que quando tomaram o fármaco associado a quimioterapia apresentaram uma esperança média de vida de 12,3 meses, ou seja, mais dois meses que os doentes tratados apenas com quimioterapia.
O outro estudo, AVAiL, foi também aleatório e envolveu mais de mil doentes em todo o mundo, com cancro do pulmão avançado e não tratado, que receberam igualmente este medicamento associado à quimioterapia. Os resultados foram um aumento de 20% a 30% na sobrevivência.
Aprovado nos EUA em 2004 e na Europa em 2005, este medicamento é já utilizado no tratamento de primeira linha do cancro colo-rectal. Este ano, no continente europeu começou a ser utilizado como tratamento de primeira linha no cancro da mama.
Apesar de ser o primeiro fármaco a demonstrar de forma consistente um aumento da sobrevivência e/ou livre progressão do cancro colo-rectal, cancro do pulmão, da mama e das células renais, apresenta efeitos secundários. Os mais frequentes nos doentes que recebem este medicamento com ou sem quimioterapia são hipertensão, fraqueza e cansaço, diarreia e dor abdominal e náuseas. Os mais graves são perfurações gastrointestinais, hemorragias e tromboembolismo arterial. No entanto, o Comité dos Medicamentos para Uso Humano concluiu que os benefícios são superiores aos seus riscos.


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Prevenção Infantil no Verão
Agosto 2007

A Unidade Local de Saúde de Matosinhos editou o folheto “Prevenção Infantil no Verão”. O objectivo é alertar para alguns cuidados essenciais a ter com as crianças nesta altura do ano.
Um dos aspectos essenciais é a disponibilização de números de emergência: Número Nacional de Socorro - 112; Linha de saúde 24 - 808242400; Centro de Informação Anti-venenos - 808250143; SOS Criança Instituto de Apoio à Criança - 217931617, Recados da Criança Informação e Encaminhamento - 800206656.
O folheto tem também recomendações para situações específicas. No caso da viagem, aconselha a prepará-la tendo em atenção as boas condições do veículo. É obrigatório o uso de cadeirinhas adequadas ao peso e tamanho das crianças. Nas viagens de longo curso deve-se parar de 2 em 2 horas, no mínimo, para se sentir mais desperto ao longo de toda a viagem. Relativamente à praia, aconselham as crianças até aos 12 meses a manterem-se à sombra, com roupas claras, leves e frescas e a utilização de chapéu e protector solar deve ser nunca inferior a factor 25 (50 até ao primeiro ano de vida). Deve-se beber água com frequência e devem-se escolher as praias vigiadas e classificadas com bandeira azul. Deve-se cumprir três horas de digestão antes de entrar na água, não se deve deixar as crianças sozinhas à beira-mar, rio ou piscinas/tanques, nem deve permitir-se mergulhos em locais desconhecidos, pois pode haver bancos de areia e/ou rochas. O lixo criado durante a estadia na praia deve ser todo recolhido.
Como explica o folheto, os acidentes são a principal causa de morte na população da União Europeia com menos de 15 anos e Portugal é o país com mais mortes por acidentes entre as crianças. No Verão é, então, necessário um maior esforço para acompanhar as crianças e evitar a sua exposição a situações de perigo.
Este folheto foi elaborado por Lia Rodrigues e Rodrigues, médica pediatra, é distribuído em versão papel no Hospital Pedro Hispano e em vários centros de Saúde que integram a Unidade Local de Saúde de Matosinhos, de forma a chegar ao maior número de utentes.

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Resultados do desempenho das USF
Julho 2007

Os resultados obtidos junto de 31 Unidades de Saúde Familiares (USF) em funcionamento há mais de 6 meses foram “muito bons”, segundo Luís Pisco, o Coordenador Nacional da Missão para os Cuidados de Saúde Primários (MCSP).
A MCSP definiu 15 indicadores para as USF na área dos serviços básicos, na área de acesso, na assistência e sua qualidade e desempenho económico. No que respeita ao indicador de população actual viu-se um ganho significativo: 15 USF já ultrapassaram o objectivo definido para a população a atender e 16 estão perto de a atingir. No total, há já um ganho de 10% de utentes em seis meses e as previsões finais apontam para 13%, o que significará mais 200 utentes por médico.
Quanto à percentagem de consultas do utente no próprio médico de família, a maioria das USF está acima dos 77%, e algumas ultrapassam os 90%. No entanto, Carlos Nunes, responsável da MCSP, adverte que o facto de haver algumas USF que não ultrapassaram os 77% não significa uma má prestação de serviço. Defende que se deve analisar caso a caso, pois pode tratar-se, por exemplo, de unidades que ainda não têm a equipa completa, caso em que a respectiva USF tem de se organizar de modo a dar resposta a todos os utentes. De qualquer forma, os valores em casos como este não se situam abaixo dos 64%.
Luís Pisco anunciou ainda a criação de um call center para que os responsáveis das USF possam expor as dificuldades com equipamentos, mobilidade dos profissionais ou informática. O objectivo é agilizar a resolução de problemas e monitorizar e identificar as áreas de maior dificuldade.


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Hospitais classificados por estrelas como hotéis
Julho 2007

A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) vai avaliar hospitais e clínicas, classificando-os por estrelas. Os primeiros resultados serão já apresentados em 2008.
Uma das principais medidas da ERS é classificar os serviços de saúde por níveis de fácil percepção pelo público, semelhante à avaliação feita aos hotéis, tal como já se faz no Reino Unido, EUA e Brasil.
O presidente da ERS, Álvaro Almeida, explicou que esta avaliação será feita sobre todos os cuidados de saúde, públicos, privados e sociais, sem qualquer distinção. Confirmou que o sistema de avaliação já está a ser implementado e que as primeiras classificações saem em 2008 e serão publicados no site da ERS, para que sejam de fácil acesso pelos utentes. O presidente da ERS quer que este sistema de avaliação seja aplicado por fases, com uma discussão pública dos métodos de avaliação. Os indicadores escolhidos terão de incluir a satisfação dos doentes.


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Doenças profissionais na UE
Julho 2007

A União Europeia pretende unificar critérios e pareceres nacionais para estabelecer comparações úteis entre as estatísticas de doenças profissionais dos distintos países, de forma a poder utilizá-las como indicadores fiáveis de saúde laboral.
O procedimento de declaração de doença profissional difere entre os países. Em países como Espanha e Itália é obrigação do empresário, enquanto que em França, Bélgica e Suécia é um direito do trabalhador. Na Alemanha, Áustria e Luxemburgo, é o médico que suspeita da origem profissional da enfermidade e efectua uma notificação.
A nível mundial, os países membros da Organização Internacional de Trabalho já estabeleceram vários convénios relativos às doenças profissionais.
Por outro lado, as doenças profissionais são juntamente com os acidentes de trabalho, os únicos parâmetros disponíveis para medir as consequências dos riscos profissionais sobre a saúde dos trabalhadores. Nos acidentes de trabalho é fácil definir a relação de causalidade entre o factor de risco e a lesão que se produz. Nas doenças profissionais esta relação de causalidade é mais difícil de encontrar. E uma doença é considerada profissional se for contraída em consequência do trabalho executado.


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Vacina contra o cancro do colo do útero comparticipada em França
Julho 2007

O Sistema de Prestação de Cuidados de Saúde da Segurança Social de França anunciou que irá financiar a vacinação contra o Papilomavírus Humano para raparigas de 14 anos de idade e vacinação, também, para adolescentes e mulheres dos 15 aos 23 anos. O objectivo do governo é conseguir uma prevenção mais eficaz do cancro do colo do útero e outras doenças relacionadas com o Papilomavírus Humano.
O financiamento chegou após o Alto Conselho para a Saúde Pública francês ter recomendado a vacinação contra os 4 tipos do Papilomavírus Humano (6,11,16 e 18), para a prevenção de lesões cervicais cancerosas e pré-cancerosas, bem como de condilomas genitais. O Conselho recomendou a vacinação universal de raparigas de 14 anos e possibilidade de vacinação a adolescentes e mulheres jovens dos 15 aos 23 anos antes de iniciarem a sua vida sexual ou durante o ano seguinte a terem iniciado a actividade sexual, reforçando a necessidade de programas de rastreio. Joseph Monsonégo, médico ginecologista do Instituto Alfred Fournier em Paris, considerou que a decisão de financiar a vacina reflecte o interesse público na prevenção do cancro do colo do útero e de outras doenças genitais causadas pelo Papilomavírus Humano.
A vacina do laboratório Sanofi Pasteur MSD é a única vacina contra o Papilomavírus Humano dirigido aos quatro tipos de vírus responsáveis pela maioria das doenças genitais relacionadas com o vírus.
Até ao momento, nove países europeus – Áustria, Alemanha (desde Dezembro de 2006), Itália, França, Noruega, Luxemburgo, Bélgica, Suiça e Reino Unido – recomendaram a vacinação universal em pré-adolescentes. Nos EUA, Canadá e Austrália fizeram-se recomendações semelhantes, que resultaram no financiamento da vacina.
Apesar do rastreio, o cancro do colo do útero continua a ser a segunda causa de morte por cancro entre as mulheres jovens (15-44 anos) na Europa.


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Prémio Hospital Pulido Valente
Julho 2007

O Prémio da Melhor Publicação Científica 2007 irá oferecer 5 mil euros ao melhor artigo publicado em revista científica durante o ano de 2007, escrito por membros do Departamento de Pneumologia do Hospital Pulido Valente.
As patologias do foro respiratório constituem um problema de importância crescente na sociedade mundial e o objectivo deste prémio é incentivar e premiar a investigação científica nesta área e a consequente publicação de artigos naquele que é dos mais representativos serviços de pneumologia do país.
Os artigos que forem publicados até Dezembro de 2007 serão analisados por um júri constituído por três clínicos da área da Pneumologia e de reconhecido mérito, nomeados pela Direcção do Departamento: Maria João Gomes (Hospital Pulido Valente), Ramalho de Almeida (Hospital de Gaia) e Fontes Baganha (Hospital Universitário de Coimbra). Na apreciação dos trabalhos o júri terá em conta o seu âmbito, originalidade e interesse clínico.
O prémio organizado pelo Departamento de Pneumologia do Hospital Pulido Valente e financiado pela Bial será entregue em Março de 2008 e os trabalhos deverão ser apresentados até 31 de Dezembro de 2007.


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CGC Centro de Genética Clínica comemora 15 anos
Julho 2007

O CGC, primeiro laboratório privado de genética em Portugal, comemorou no passado mês de Junho 15 anos da sua actividade laboratorial.
Adequado ao desenvolvimento dos seus testes inovadores, tem uma rigorosa política de qualidade e recursos, humanos e técnicos. Tem ainda um Departamento Clínico com cinco médicos especialistas em Genética Médica, cinco laboratórios (Biotecnologia, Biologia Molecular, Citogenética, Anatomia-Patológica e Rastreio Pré-Natal) que disponibilizam mais de mil testes genéticos diferentes e processam cerca de 3600 análises por mês, de amostras nacionais e internacionais.
Na comemoração, a directora, Purificação Tavares, recordou alguns pontos que marcam estes 15 anos, sobretudo o esforço na especialização em várias áreas médicas, salientando que os objectivos foram atingidos sem qualquer recurso a subvenção ou verba estatal.
Desde o primeiro momento que o CGC tem investido nos melhores profissionais e actualmente conta com cerca de 70 colaboradores, entre eles oito doutorados e 57 licenciados; investiu também em sofisticada tecnologia, aumentando e melhorando a oferta dos seus serviços, numa perspectiva de crescimento sustentado.
Neste momento o CGC dispõe de um centro no Porto, outro em Lisboa e outro em Pontevedra (Espanha), o que levou a directora a realçar o rigor e interdisciplinaridade dos seus laboratórios: “Conseguimos ser um parceiro de respeitabilidade no cumprimento de prazos e na qualidade, ou seja, conseguimos relações de confiança internacional.”
Segundo a sua directora, o CGC ficará independente do mercado nacional dentro de cerca de três anos, pois tem já uma produção anual superior a 30 mil análises e um crescimento de 15% ao ano, ou seja, uma facturação anual de 3 milhões de euros. “Em 2008, será possível competir com parceiros europeus”, disse a especialista.
Só em Portugal, o CGC é responsável por 50% de todo o rastreio pré-natal e por 30% de todos os testes de diagnóstico pré-natal. A estratégia de desenvolver testes exclusivos, ou quase exclusivos, internacionalmente coloca a CGC no patamar internacional, recebendo pedidos de estudos de países como EUA, Canadá, Inglaterra, Alemanha e Brasil.
A política de qualidade inclui a participação em esquemas de avaliação externa de qualidade, contando com nove avaliações, entre elas o certificado ISSO 9001:2000. Em 2007, recebeu a certificação CLIA (Clinical Laboratory Improvement Amendments), atribuída pelo Departamento de Saúde e Recursos Humanos dos EUA, certificação obrigatória para todos os laboratórios de análises clínicas que trabalham com este país, sendo o único centro português com esta certificação.
Durante as comemorações foram distinguidos os vencedores do Prémio CGC Professor Doutor Amândio Tavares . As distinções foram atribuídas a Isabel Alonso, do Instituto de Biologia Molecular e Celular da Universidade do Porto (1º Prémio), Catarina Sousa Guerreiro, da Escola Superior de Tecnologias da Saúde e Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil (2ºprémio) e Ana Isabel Granjeia da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (3º Prémio).


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Boletim de Saúde da União Europeia
Julho 2007

A União Europeia (UE) vai iniciar a edição de um boletim multilingue informativo de saúde em Setembro de 2007. O principal objectivo é informar melhor os cidadãos europeus sobre o que se passa na área da saúde, tanto a nível europeu como internacional.
O boletim será publicado duas vezes por mês, em 20 línguas europeias e terá, também, ligações de acesso directo a outras informações de saúde pública. Os cidadãos poderão consultar informações sobre assuntos relacionados com eventos e publicações, conferências e campanhas, e em cada edição haverá um tópico dedicado a um dia da saúde comemorado na Europa ou mesmo a nível internacional.
A edição zero já está disponível e nela, por exemplo, sabe-se que 8 de Julho é o Dia Mundial da Alergia, a propósito do qual se apresentam várias ligações para sites alusivos às alergias. Nesta edição é possível também conhecer as novidades na área da saúde na Europa, como a campanha belga contra o cancro da pele, a Carta Europeia de Saúde Cardiovascular, a criação de um fórum para lutar contra os malefícios do álcool, entre outros. Destacam-se ainda os próximos eventos a decorrer e os temas das futuras publicações.
O Portal de Saúde da UE foi criado há um ano para informar com qualidade sobre a Saúde na Europa e abrange 47 tópicos da saúde. Todos os que desejem receber este boletim podem desde já registar-se no portal.


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Transplante com células estaminais do sangue do cordão salva bebé português
Junho 2007

Foi realizado com sucesso o primeiro transplante com células estaminais do sangue do cordão umbilical, criopreservadas num banco de células privado português. A operação realizou-se numa criança de 14 meses, cujos pais tinham guardado o sangue do seu irmão na empresa Crioestaminal.
O IPO do Porto recorreu às células quando foi diagnosticada à criança uma doença rara, caracterizada por deficiências no sistema imunitário, que tornam os doentes mais susceptíveis a infecções graves e por vezes fatais. O tratamento utilizado não estava a resultar e optou-se pelo solução de transplante de células estaminais. Esta criança tinha ao seu dispor células do sangue do cordão umbilical do irmão, cuja compatibilidade foi testada e comprovada, o que acontece em apenas 25% dos casos entre irmãos.
O sangue do cordão umbilical tem sido utilizado para o tratamento de diversas doenças hemato-oncológicas, já se tendo realizado mais de sete mil transplantes em todo o mundo. Em Portugal, já foram realizados transplantes recorrendo principalmente a amostras armazenadas em bancos públicos internacionais. Esta foi a primeira vez que se recorreu a células armazenadas num banco privado, isto é, em laboratórios onde os pais das crianças pagam pelo serviço de criopreservação das células dos seus filhos.
Raúl Santos, Director-Geral da Crioestaminal, demonstra satisfação ao ver o seu trabalho contribuir para salvar vidas. “Não tínhamos dúvidas que mais cedo ou mais tarde iria surgir esta necessidade e nós accionámos imediatamente todo o processo para que as células estaminais do irmão da criança doente pudessem estar rapidamente disponíveis no IPO”.


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Centro de Excelência em Healthcare & Medical Solutions
Junho 2007

No passado dia 6 de Junho, em Coimbra, foi lançado o Centro de Excelência Healthcare & Medical Solutions (XHMS), um grupo de 37 empresas e entidades que gerem a sua actividade em torno da saúde e tecnologias da saúde.
Carlos Cerqueira, investigador do Instituto Pedro Nunes, entidade coordenadora do XHMS, afirmou que se pretende criar um consórcio que potencie a cooperação entre empresas, centros de ensino e investigação, end users e entidades de desenvolvimento, de forma a criar condições para a identificação de oportunidades de negócio e o desenvolvimento de tecnologias vocacionadas para o mercado global Healthcare e Medical Solutions. Segundo o investigador, “o XHMS centrar-se-á em analisar e detectar oportunidades de negócio em mercados locais e internacionais, realizar estudos de viabilidade; fomentar projectos de investigação aplicada, em consórcio, candidatos a programas nacionais e internacionais de financiamento de I&D, e apoiar a procura de parceiros para a comercialização e distribuição de tecnologias/produtos dos membros do consórcio. Este é um esforço conjunto de uma network empresarial e de investigação que entende existirem fortes recursos para a expansão e inovação da área de Healthcare e Medical Solutions”.
Este projecto pretende expandir-se a outras empresas fora de Coimbra. Em termos de área geográfica, dada a diversidade do consórcio, assume o mercado global como área de expansão. Quanto às áreas preferenciais do consórcio, são as tecnologias da informação na saúde, a pesquisa farmacêutica e a pesquisa do cancro.


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Bolsa D. Manuel de Mello
Junho 2007

A Fundação Amélia da Silva de Mello vai premiar com uma Bolsa anual os jovens médicos que se distingam no desenvolvimento de projectos de investigação clínica no âmbito das unidades de investigação e desenvolvimento das faculdades de medicina.
A bolsa tem o valor de 12.500 Euros e as candidaturas devem ser entregues até ao final de Junho. Poderão candidatar-se Médicos até aos 35 anos, que desenvolvam, individualmente ou integrados em equipas, projectos de investigação clínica em Unidades de Investigação em Faculdades de Medicina. As candidaturas são submetidas a um júri e em caso de empate é o presidente do júri quem decide.

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Hospital do Futuro na Normédica 2007
Junho 2007

A Feira Internacional do Porto e a Siemens Medical Solutions aliaram-se num projecto comum: a NORMÉDICA 2007 – 10.ª Feira da Saúde e a AJUTEC 2007 – 11.ª Feira Internacional de Ajudas Técnicas e Novas Tecnologias para Pessoas com Deficiência, na EXPONOR, que se realizou de 24 a 27 de Maio. A iniciativa baptizada com o nome de “Hospital do Futuro” simulou uma unidade hospitalar do futuro, mas que o presente já permite. Em cerca de 250 metros quadrados, os visitantes assistiram à demonstração dos mais recentes sistemas de informação, nomeadamente com o SOARIAN, e das últimas tecnologias de suporte ao diagnóstico. Ao projecto associou-se também a Revista Hospital do Futuro.
A estrutura clínica dispunha de uma recepção, uma sala de espera, um gabinete de consulta, um bloco operatório, uma área de imagiologia e um quarto. À chegada ao local, os “pacientes” podiam escolher um dos quatro processos clínicos previamente seleccionados e fariam um percurso hospitalar de acordo com as exigências da sua "patologia".
Dos sistemas de informação da SIEMENS MED, destaca-se o SOARIAN, uma plataforma de informação para apoio às actividades clínicas. Segundo a Siemens Medical Solutions, este sistema aumenta a eficiência operacional do hospital, já que centraliza toda a informação relativa ao doente, desde a sua admissão até ao momento de ter alta, num único processo, contribuindo para agilizar a gestão do doente e melhorar a prestação de cuidados de saúde. A informação clínica é actualizada no sistema pelo médico assistente e partilhada com todos os serviços, dos médicos das urgências aos enfermeiros e técnicos de diagnóstico. Acedendo ao computador, ou a um simples PDA, cada membro da equipa vê que exames foram realizados, o que foi prescrito e como o doente está a reagir. Este sistema começou agora a ser implementado em Portugal nas unidades do Grupo Espírito Santo Saúde.
Este projecto foi uma das principais atracções da NORMÉDICA/AJUTEC, que surgiu adaptada ao mais actual conceito da saúde, ao qual apareceram associadas as noções de qualidade de vida e bem-estar. Na feira houve também rastreios gratuitos, aconselhamento com nutricionistas, saborear de um chá no espaço específico que lhe é dedicado e desfrutar de massagens.


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azprensa.com
Avaliação dos Serviços de Medicina Interna
Junho 2007

Os hospitais com mais especialistas em medicina interna têm um menor custo global. Esta foi a conclusão do estudo “Serviços de Medicina Interna: ineficiência ou comparação “injusta””, realizado por Pedro Pita Barros, Sara Ribeirinho Machado e Ana Maria Simões, da Universidade Nova de Lisboa, e Jorge Nunes, médico no Hospital Fernando Fonseca.
A crescente pressão orçamental sentida na medicina leva inevitavelmente a avaliações do consumo de recursos pelos diferentes médicos. Este estudo analisou o papel da medicina interna dentro do hospital e concluiu que os médicos da medicina interna diferenciam-se dos especialistas por terem uma formação mais abrangente e pluridisciplinar. Tratam não só dos casos mais complexos e variados, mas também dos mais terminais e severos. Por esse motivo são comummente associados a um maior consumo de recursos por paciente tratado. Tendo em consideração este facto, tentou-se analisar esse consumo de recursos comparando o desempenho de várias especialidades para a mesma patologia e gravidade do estado de saúde.
Os médicos de medicina interna, explicam os autores, provocam menos custos para a mesma produção, sobretudo nos hospitais maiores, com grau de complexidade global controlada pelo índice case-mix, que engloba as diferenças da complexidade de casos tratados, juntando-os sem diferenciar especialidades. A experiência de aumentar em 1% os especialistas de medicina interna revelou uma poupança nos custos de 11%, o que leva a concluir que nem sempre os serviços de medicina interna são maiores consumidores de recursos ou geram piores resultados de saúde. A comparação com os serviços de pneumologia, por exemplo, revelou que a medicina interna tem menos dias de internamento e maior mortalidade.
Os serviços de medicina interna são, regra geral, similares aos serviços da especialidade. No entanto, os serviços de medicina interna apresentam maior taxa de mortalidade. A simulação de ganhos associados com a redução dos tempos de internamento tem uma vantagem de 10% no valor globalmente consistente com o resultante da análise agregada.


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Prémios Pfizer 2007
Junho 2007

Os prémios e a bolsa lançados anualmente pela Pfizer e pela Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa têm o objectivo de contribuir para dinamizar a investigação em Ciências da Saúde em Portugal.
O “Prémio Pfizer de Investigação Básica” e o “Prémio Pfizer de Investigação Clínica” distinguirão o melhor trabalho em qualquer domínio da investigação biomédica básica e da investigação clínica, respectivamente, realizado total ou parcialmente em instituições portuguesas por investigadores nacionais ou estrangeiros. Será atribuído um montante de 20 mil euros aos investigadores distinguidos.
A “Bolsa Pfizer de Investigação em Envelhecimento e Geriatria – Professor Xavier Morato” distinguirá o melhor projecto de investigação clínica neste âmbito a realizar total ou parcialmente em instituições. Os Laboratórios Pfizer atribuirão um montante total de 60 mil euros ao projecto distinguido com a Bolsa Pfizer de Investigação em envelhecimento e geriatria, faseado em três anos.
Os projectos referentes à candidatura da Bolsa e os trabalhos referentes à candidatura dos Prémios deverão ser enviados até 30 de Junho. O Regulamento está disponível no site da Pfizer.


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Eficácia da vacina contra o cancro do útero
Maio 2007

A primeira vacina contra o cancro do colo do útero é quase 100% eficaz contra o papilomavírus humano (HPV). Esta vacina do grupo farmacêutico americano Merck começou a ser comercializada em Portugal este ano e é a primeira a ser concebida para este efeito, desenvolvendo imunidade contra quatro tipos de vírus: 6, 11, 16 e 18.
No estudo que chegou a estas conclusões, publicado no The New England Journal of Medicine , participaram mais de 12 mil mulheres, de 13 países, com idades entre os 15 e os 26 anos. Metade das mulheres foram vacinadas e a outra metade recebeu um placebo. A análise começou 30 dias depois de terem sido vacinadas e durou 17 meses, no fim dos quais se concluiu que a vacina impediu 100% de casos de pré-cancros de alto grau e cancros não invasivos associados ao HPV 16 e 18.
Numa outra fase do estudo, as mulheres permaneceram livres de infecção até à conclusão dos testes com a vacina. As pacientes foram acompanhadas por um período de 2 anos.
“Os testes clínicos deixam claro que a vacina é 98% eficaz e não representa riscos, como mostram os poucos casos de efeitos colaterais severos”, disse Kevin Ault, professor de Ginecologia em Atlanta, nos EUA, e que contribuiu para a elaboração da vacina e do estudo.
No total, o estudo teve uma duração de cerca de 3 anos, participaram nele mais de 25.00 pessoas em 33 países e foi possível provar a eficácia da vacina mesmo no HPV de tipo 16 e 18, responsáveis por 70% dos casos de cancro uterino.
Estas notícias são bem acolhidas por países como a Bélgica, a Áustria, a Alemanha, a Itália, a França, a Noruega e o Luxemburgo, que já aconselharam a vacinação das adolescentes entre os 10 e os 13 anos. A vacina está aprovada em mais de 70 países da Europa, Estados Unidos da América, Canadá e Austrália.
Um estudo publicado recentemente no jornal The Lancet online conclui também que esta mesma vacina pode, para além de prevenir o cancro do colo do útero, ser eficaz na protecção contra o cancro da vulva e da vagina. Numa análise combinada de três ensaios clínicos, a vacina preveniu 100% das lesões vulvares pré-cancerosas e 100% das lesões vaginais pré-cancerosas relacionadas com o Papilomavírus Humano tipos 16 ou 18. O estudo foi feito em mais de 18.000 mulheres jovens (16-26 anos) não previamente infectadas com estes tipos de vírus no início do ensaio, com seguimento médio até 3 anos após a vacinação.


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Grupo Português de Saúde inova na área de diagnóstico por imagem
Maio 2007

Um novo Sistema de Arquivo e Distribuição de Imagens (PACS) vai ser implementado em todas as unidades do grupo, permitindo armazenar em formato digital todos os exames que os utentes realizem. Os exames estarão também disponíveis num site da Internet, acessível em qualquer lugar, e os utentes serão notificados por SMS quando o seu exame estiver on-line.
Para os utentes, este sistema significa uma maior comodidade, pois não é necessário levantar os exames nem levá-los para a consulta e estes podem ser consultados em qualquer lugar, através de um site com acesso controlado por um sistema de autenticação. O sistema permitirá ainda a criação de um processo clínico único com o historial do doente e os seus exames.
O armazenamento destas imagens, tendencialmente ilimitado, resultará num Data Center, único no País na área da imagiologia digital, que reunirá imagens e relatórios dos exames realizados. Este arquivo vai fornecer informação extremamente útil em termos de diagnósticos comparativos ou estadiamentos, por exemplo.
Os profissionais de saúde também sairão beneficiados com o PACS, sobretudo ao nível da eficiência e eficácia do diagnóstico, já que será mais fácil analisar, comparar e trabalhar as imagens.
O novo sistema de arquivo e distribuição de imagens estará disponível, numa primeira fase, na Clínica Unimed de Cascais e no IMI da República e prevê-se que até ao final do ano seja instalado em todas as unidade do grupo. O PACS resulta de um protocolo entre o Grupo Português de Saúde, através do IMI (Imagens Médicas Integradas), e a Kodak Health Group e irá implicar um investimento de cerca de um milhão de euros.


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Bolsas de Doutoramento Prof. Arnaldo Sampaio
Maio 2007

A Bolsa de Doutoramento lançada pela Escola Nacional de Saúde Pública e pela Pfizer pretende seleccionar dois candidatos, neste primeiro ano, que se proponham prosseguir actividades de investigação nas áreas de Epidemiologia, Saúde Pública, Administração da Saúde, Saúde Ocupacional e Economia da Saúde, “ou outras áreas de investigação que venham a considerar-se como relevantes”, segundo o regulamento.
As bolsas destinam-se a licenciados ou mestres que tenham obtido o respectivo grau preferencialmente há menos de cinco anos e que pretendam obter um grau superior com a realização de um trabalho de investigação na Escola Nacional de Saúde Pública. Podem candidatar-se cidadãos nacionais ou estrangeiros, de 1 de Maio a 30 de Junho. O regulamento pode ser consultado em www.ensp.pt ou www.pfizer.pt


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Drª. Filomena Parra,
Sub-Directora Geral
da Saúde, e Eng.º Ramiro
Martins, Administrador
da LCS

Saúde 24 com novo número
Abril 2007

A linha Saúde 24 tem como objectivo melhorar a acessibilidade dos cidadãos aos serviços de saúde e racionalizar a utilização dos recursos existentes. Enfermeiros qualificados estarão disponíveis 24 horas por dia, durante os 365 dias do ano, para esclarecer quaisquer dúvidas dos cidadãos sobre situações de emergência e aconselhá-los sobre a melhor medida a tomar, encaminhando-os para as instituições integradas do Serviço Nacional de Saúde mais adequadas. O aconselhamento é de facto o único serviço prestado, não sendo nunca considerado um acto médico ou um diagnóstico clínico.
O enfermeiro responsável pelo atendimento, de acordo com as informações prestadas pelo utente, aconselhará a melhor forma de abordagem do problema, que pode passar muitas vezes por cuidados disponíveis no domicílio. Em caso de necessidade de encaminhamento para um serviço de saúde, o Saúde 24 envia um resumo da condição descrita pelo utente, para que os profissionais de saúde já estejam informados sobre o seu problema quando o receberem. Em casos de emergência é o próprio Centro de Atendimento que interage com o INEM através do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) ou do Centro de Informação Anti-Venenos.
A LCS – Linha de Cuidados de Saúde e a Direcção Geral de Saúde esperam que esta linha se transforme no “ponto estruturante de entrada para a Prestação de Cuidados de Saúde do Estado, acessível a toda a comunidade”. O Saúde 24 incorpora os serviços de atendimento Saúde 24 Pediatria (“Dói, dói? Trim, trim!”) e a Linha de Saúde Pública e está disponível no número 800 24 24 24 ou no site www.saude24.pt. Será também possível esclarecer os utentes sobre qualquer tipo de dúvida relacionada com temas de saúde pública. Numa fase inicial, o serviço terá 260 enfermeiros, 16 supervisores clínicos e 40 assistentes de atendimento. A fase experimental da linha durou duas semanas e, durante este período, os contactos totalizaram 16.000 chamadas. Estas pessoas receberam maioritariamente conselhos sobre os cuidados de saúde que poderiam ter em casa (20%), sobre a necessidade de consultarem um médico num período até 12 horas (13%) ou de se dirigirem à urgência hospitalar (10%). Já as questões não clínicas, relacionadas com Informação Geral de Saúde, rondaram os 15% dos contactos recebidos.


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Marcar consultas por e-mail no Hospital do Barreiro
Abril 2007

Os utentes do Hospital de Nossa Senhora do Rosário podem marcar consultas através de e-mail fax desde o início de Abril. Para tal, basta acederem à página de Internet do Hospital e preencher um impresso disponibilizado na área de Serviços, que deve ser enviado juntamente com a referência médica.
O Hospital marca a consulta quando recebe o documento e notifica o utente da data e hora através do contacto disponibilizado. No dia da consulta, o utente apenas deve entregar a referência médica no posto administrativo do hospital. Em caso de necessitar de desmarcar a consulta, o utente pode recorrer ao mesmo processo, com um mínimo de 48 horas de antecedência. Pode também pedir a alteração da data, num prazo de 30 dias após a marcação, através do envio de um impresso disponível no site.
Este processo aplica-se a consultas pedidas por estabelecimentos públicos ou privados de saúde, com excepção das consultas de primeira vez.


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Novo Hospital em Famalicão
Abril 2007

O novo Hospital Particular de Famalicão vai disponibilizar uma oferta integrada de serviços, nomeadamente nas áreas da consulta externa, meios complementares de diagnóstico e terapêutica, Serviço de Atendimento Permanente, duas salas de partos, internamento em áreas como a materno-infantil e a neonatologia, com uma capacidade inicial de 60 camas.
O local de construção da unidade hospitalar, na freguesia de Calendário, em Vila Nova de Famalicão, foi estrategicamente escolhido face à proximidade das instalações da Escola Superior de Saúde do Vale do Ave, dado que este hospital se deseja constituir também como uma referência para o Ensino Superior nas áreas das Ciências e Tecnologias da Saúde.
Esta nova unidade hospitalar, orçada em cerca de 20 milhões de euros, configura-se como um dos principais investimentos privados na área da saúde, em Portugal, e servirá um universo populacional de cerca de 500 mil pessoas. A iniciativa da sua construção é da CESPU – Serviços de Saúde S.A., em conjunto com um grupo de parceiros da área da saúde, e prevê-se que o Hospital Particular de Vila Nova de Famalicão inicie a sua actividade no final de 2009.


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Primeira central de compras partilhadas em funcionamento
Abril 2007

A primeira Unidade Empresarial de Serviços Partilhados em Saúde em Portugal já entrou em funcionamento, promovida pelo SUCH (Serviço de Utilização Comum dos Hospitais). A operar através de um Agrupamento Complementar de Empresas (ACE), esta nova entidade visa a centralização, a optimização e a racionalização da aquisição de bens e serviços destinados aos prestadores de cuidados de saúde, bem como a disponibilização de serviços de logística.
A actividade deste ACE será desenvolvida nas áreas das Compras e Logística, uma componente muito significativa da estrutura de custos dos prestadores de cuidados de saúde. As poupanças previstas, no final do período de 5 anos estabelecido como duração mínima inicial, são, em termos acumulados, da ordem dos 140 milhões de euros.
São Agrupados deste ACE, para além do SUCH, três grupos hospitalares, representando um total de 9 instituições de saúde: o Centro Hospitalar de Lisboa Central, que engloba os Hospitais D. Estefânia, Capuchos, Santa Marta, S. José e Desterro; o Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, que reúne os Hospitais Egas Moniz, Santa Cruz e S. Francisco Xavier; e o Hospital de Santa Maria. Integra ainda este ACE um parceiro especializado, a SGG – Serviços Gerais de Gestão S.A.
O projecto-piloto deverá estar concluído no final de 2007 e após a sua implementação todas as instituições prestadoras de cuidados de saúde, públicas ou privadas, poderão aderir aos serviços deste ACE. Para Paula Nanita, Presidente do Conselho de Administração do SUCH, “estão reunidas as condições para que esta primeira unidade empresarial venha a ganhar rapidamente a adesão das diferentes instituições prestadoras de cuidados de saúde em Portugal”.
O objectivo é libertar as instituições prestadoras de serviços de saúde da gestão dos recursos de “back-office”, permitindo-lhes ganhos de eficiência e o enfoque na sua missão prioritária – a prestação de cuidados de saúde. Esta unidade empresarial de Compras e Logística é a primeira de um conjunto de estruturas de Serviços Partilhados que estão a ser promovidas pelo SUCH, estando em fase de desenvolvimento Unidades de Serviços Partilhados nas áreas financeira (serviço de contabilidade partilhado) e dos recursos humanos (gestão de processamento de salários).


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