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Portugal lança primeiro rádio fármaco

Publicado a 07/02/2012 06:30 por Dep. Editorial   [ atualizado a 07/02/2012 06:37 ]

Produzido em Portugal, é o primeiro fármaco com origem numa universidade e irá ser lançado no mercado após a autorização da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (INFARMED). Após uma década de investigação, o rádio fármaco, designado por FDG (Fluodesoxiglucose[18f]), foi desenvolvido no Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS) da Universidade de Coimbra, e segundo declarações do Vice-reitor para a Investigação e Director técnico para a Produção do ICNAS, Amilcar Falcão, à Agência Lusa, a produção atingida chega já para cobrir as necessidades do mercado nacional nesta área.

Com o lançamento deste fármaco, Portugal deixa de depender da produção espanhola, país de onde era importado o rádio fármaco que permitia perceber a evolução da doença oncológica. O medicamento é injectado nos doentes que vão fazer o exame PET, equipamento que detecta a radioatividade, permitindo, no caso da oncologia, “avaliar as neoplasias e, eventualmente, as metástases”, segundo com o cientista. Amílcar Falcão revela que "quando se trata de um produto utilizado devido à sua radioactividade, ao vir de Espanha, não só estávamos dependentes dessa produção como o medicamento perdia qualidade no tempo que demora o seu transporte”.

II Cimeira Ibérica de Líderes de Saúde: "Uma Janela de Oportunidades"

Publicado a 07/02/2012 03:59 por Dep. Editorial   [ atualizado a 07/02/2012 06:41 ]


Sevilha recebeu a II Cimeira Ibérica de Líderes em Saúde, nos passados dias 26 e 27 de Janeiro, uma iniciativa organizada conjuntamente pelo Fórum Hospital do Futuro e pela Fundación para La Colaboración, em parceria com a Agência de Qualidade em Saúde de Andaluzia. Um conjunto de propostas e boas práticas estiveram em análise, durante dois dias, motivando um conjunto de recomendações estratégicas para reforçar a cooperação ibérica em saúde.



Sob a temática “Confiança nos Sistemas de Saúde Ibéricos”, a II Cimeira Ibérica contou com a presença de um grupo de especialistas na área da saúde, nomeadamente a Direcção Geral da Saúde, os Conselhos Directivos das diferentes Administrações Regionais de Saúde de Portugal, o Conselho Directivo da Administração Central do Sistema de Saúde, a Secretaria Regional dos Assuntos Sociais da Madeira, a Presidência da Saudaçor - Sociedade Gestora dos Recursos e Equipamentos da Saúde dos Açores, entre outros. Por parte de Espanha, participaram membros e direcção da Conselharia de Saúde do Governo das Canárias, da Conselharia de Saúde do Governo da Extremadura, da Conselharia de Saúde do Governo da Andaluzia, entre outras entidades e associações espanholas.


Rosa de Matos, anfitriã da primeira edição da iniciativa, revela que este encontro "aproximou ainda mais os dois países ibéricos, reforçando os laços actuais de cooperação”. Responsável pela moderação do quarto e último painel de debate, intitulado “Confiança entre as organizações prestadoras de serviços de saúde Ibéricos: Cooperação transfronteiriça”, Rosa de Matos declara que "é notória uma evolução, assim como um desenvolvimento importante nos projectos apresentados”. A título de exemplo, a moderadora destaca o trabalho da última mesa, que possui já casos de cooperação no terreno.



Para Ponciano de Oliveira, Vogal da Administração Regional da Saúde do Norte, os dois dias do Fórum permitiram "partilhar conhecimento e experiências", designando de "troca saudável, quando é necessário encontrar novas soluções". Ponciano Oliveira realçou a "janela de oportunidades" criada com a II Cimeira, afirmando que "a organização de cartas transfronteiriças, numa lógica de sustentabilidade das instituições de saúde, através dos dois lados da fronteira, ao nível da intervenção da doença, pode trazer ganhos acrescidos".



Na opinião de Francisco Jardim Ramos, Secretário Regional dos Assuntos Sociais da Madeira, a intervenção deve ser feita ao nível dos sistemas de informação: "A tecnologia hoje dá-nos ferramentas que podem ser utilizadas para optimizar a prestação de cuidados de saúde numa comunicação transparente e segura de dados. Temos estar confiantes nos sistemas de informação e de comunicação, sejam vistos pelos prestadores de cuidados e pelo cidadão comum, como um instrumento seguro e fiável para a transmissão de dados que podem fazer a diferença numa situação de emergência.”



O Vogal da Administração Regional do Norte comenta que “apesar dos ganhos obtidos em cooperação até os dias de hoje, todas as iniciativas tem sido mais ou menos pontuais, e o que é necessário para retirar o verdadeiro proveito é um plano estratégico que combine todos os eixos de cooperação, que podem ser explorados aos diferentes cenários de integração e de colaboração".

Pessoas com diabetes terão acesso a seguro de viagem

Publicado a 02/02/2012 02:28 por Dep. Editorial   [ atualizado a 02/02/2012 04:33 ]

As pessoas com diabetes, residentes nos países europeus, vão agora beneficiar de um seguro de viagem lançado pela Federação Internacional da Diabetes - Região Europa (IDF Europa). A cobertura do seguro abrangerá  situações de emergência médica; acidentes pessoais; cancelamento ou partida adiada dos voos; perda ou roubo de bagagem ou documentos; despesas jurídicas, entre outras. A idade máxima para acesso ao seguro é de 70 anos.

João Nabais, presidente eleito da Federação Internacional da Diabetes - Região Europa, refere que "este seguro pioneiro abrange um conjunto variado de países e situações, o que pode facilitar muito a vida de quem vai viajar para passear ou para fazer atividades desportivas, entre outras. É também uma forma de apoiar os diabéticos que são, muitas vezes, discriminados no acesso aos seguros ou obrigados a pagar um prémio de seguro muito mais elevado por ter esta doença”.O seguro está acessível a todos os diabéticos de mais de 30 países europeus, incluindo Portugal, e pode ser contratualizado via online, no site http://www.idf.org/idf-europe-travel-insurance

Lisboa recebe Conferência Internacional de Avaliação de Tecnologias em Saúde e Gestão da Qualidade

Publicado a 01/02/2012 06:57 por Dep. Editorial   [ atualizado a 07/02/2012 06:05 ]

Nos dias 3 e 4 de Fevereiro a Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL) foi palco da International Conference on Health Technology Assessment and Quality Management 2012 (ICHTAQM2012). O evento reuniu, durante dois dias, especialistas nacionais e internacionais que debateram temas que marcam a actualidade do sector da Saúde como a Avaliação do Custo-Efectividade das Abordagens Terapêuticas em Oncologia, área que tem visto aumentar o número de casos e onde a avaliação se demonstra essencial considerando os avultados investimentos associados ao tratamento desta patologia.

Para a organização da iniciativa, a Avaliação de Tecnologias em Saúde e a Gestão da Qualidade constituem áreas de intervenção estratégica no sector da Saúde, sendo ferramentas de apoio na definição e avaliação de políticas e na medição de resultados, potenciando deste modo uma melhor utilização de recursos, com a consequente melhoria da qualidade dos serviços prestados. Em paralelo à conferência decorreu o espaço corporate e uma série de workshops técnicos. O espaço corporate, além de incluir exposições das entidades Medicalconsult, Revista Segurança Comportamental, Proativo, Creative Knowledge e Walk Your Way, acolheu a apresentação da Pós-Graduação em Qualidade na Saúde – uma parceria entre a ESTeSL e a SGS Academy.

Brasil e Moçambique juntos na eliminação de 10 doenças tropicais

Publicado a 01/02/2012 04:41 por Dep. Editorial   [ atualizado a 01/02/2012 04:42 ]

Com a ajuda da indústria farmacêutica, o Brasil e Moçambique associam-se numa iniciativa internacional, que tem como finalidade eliminar doenças tropicais negligenciadas. A acção contará com 14 mil milhões de tratamentos para ajudar a erradicar as doenças tropicais negligenciadas, a fim de atingir os objectivos fixados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para 2020. Das dez doenças assinaladas, a ajuda irá concentrar-se em nove delas, que representam mais de 90 por cento das epidemias tropicais negligenciadas a nível mundial.

Todos os anos este tipo de doenças mata e deixa gravemente doentes milhões de pessoas, que vivem principalmente nas regiões tropicais e subtropicais. Entre as epidemias tropicais negligenciadas está a elefantíase, doença que ataca mais de 1,3 mil milhões de pessoas e desfigura gravemente as pessoas afectadas.Outra das epidemias é a doença do sono, transmitida pela picada da mosca tsé-tsé, que até hoje não tem tratamento.

Dia Mundial Contra o Cancro celebra-se a 4 de Fevereiro

Publicado a 01/02/2012 03:57 por Dep. Editorial

Sob o tema "Juntos é Possível", no próximo dia 4 de Fevereiro assinala-se o Dia Mundial do Cancro 2012. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alia-se à União Internacional contra o Cancro (UICC) com o objectivo de promover o combate contra o cancro. "Juntos é possível" pretende evocar que se cada um (organizações, governos, indivíduo) fizer a sua parte será possível reduzir em 25%, até 2025, mortes prematuras de cancro e outras doenças não transmissíveis no mundo.

A celebração do Dia Mundial Contra o Cancro enquadra-se na Campanha Mundial do Cancro, aprovada a 4 de Fevereiro de 2000, na Cimeira Mundial Contra o Cancro para o Novo Milénio.Segundo a a Organização Mundial da Saúde, o cancro é uma das principais causas de morte no mundo. Em 2008 foi responsável por 7,6 milhões de mortes, cerca de 13% de todas as mortes.

"O 37º Congresso Mundial dos Hospitais assume importância fulcral, enquanto plataforma de interacção e troca de opiniões"

Publicado a 24/01/2012 08:18 por Dep. Editorial

O 37º Congresso Mundial de Hospitais, encontro exclusivo de profissionais da área da saúde de todo o mundo, decorreu no passado mês de Novembro, no Dubai. Em entrevista ao Fórum Hospital do Futuro, Ana Escoval, Presidente da Direcção da APDH - Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Hospitalar, entidade representante do Ministério da Saúde na Federação Internacional dos Hospitais (IHF), conta como correu esta edição.

HdF: Enquanto representante do Ministério da Saúde na Federação Internacional dos Hospitais (IHF), qual o balanço que a APDH faz ao 37º Congresso Mundial dos Hospitais?

AE.: Em termos gerais, penso que o balanço é bastante positivo. Embora deva ser salientado que o programa anunciado pelo 37º Congresso Mundial dos Hospitais, talvez tenha ficado um pouco aquém das expectativas, uma vez que poderia ter sido apresentado um maior número de trabalhos e estudos com maior evidência científica. De realçar, no entanto que nesta edição se verificou uma significativa redução no número de participantes, embora com um maior número de países envolvidos.

HdF: No âmbito do programa científico do IHF Dubai 2011, quais foram os principais assuntos abordados pela APDH na apresentação do tema “Patient safety cultures assessement: a way to enhance safety at hospital/unit level”?

AE.: Esta sessão foi organizada e da inteira responsabilidade da APDH e, centrou-se na avaliação da cultura de segurança. O Hospital Survey on Patient Safety Culture foi desenvolvido pela Agency for Healthcare Research and Quality e foi concebido para aplicar ao nível dos profissionais e para ajudar os hospitais a avaliar a sua cultura de segurança. Este questionário foi implementado nos hospitais norte-americanos e em 41 outros países, estando atualmente traduzido em 19 línguas. Está a ser aplicado, desde há cerca de dois anos, em hospitais portugueses.

Para o efeito contámos com a moderação do nosso vogal Carlos Pereira Alves (médico e Professor de Cirurgia no CHLC), que tem integrado o Board da HIF, em representação do nosso país, nos dois últimos anos. Como oradores participaram Joan Sorra (Senior Study Director of Westat), que desenvolveu o questionário de avaliação da cultura de segurança referido anteriormente. Esta investigadora apresentou os resultados do estudo que envolveu dados de 1.000 hospitais norte-americanos e 470.000 profissionais, em conjunto com as análises da cultura de segurança do doente relativamente às taxas de eventos adversos e dos níveis de satisfação do doente.

Foram igualmente apresentados por Margarida Eiras, Professora na Escola Superior de Tecnologias da Saúde de Lisboa (Instituto Politécnico de Lisboa) e doutoranda na ENSP/UNL, os resultados do seu estudo em três hospitais e num serviço de radioterapia e que pretendeu avaliar a cultura de segurança do doente.

Por último, Pedro Saturno, médico e Professor da Escola de Medicina da Universidade de Murcia (Espanha) apresentou os resultados de um estudo realizado em Espanha, cujo objectivo passou também pela aplicação deste questionário, sendo o seu tema central a utilização de indicadores de segurança do doente para a melhoria da segurança nos hospitais.

HdF: Na sua opinião, qual a importância deste congresso mundial para as organizações, enquanto plataforma de interacção e troca de opiniões com peritos da área hospitalar e da medicina?

AE.: Este congresso assume importância fulcral, enquanto plataforma de interacção e troca de opiniões de peritos, uma vez que concentra, num só espaço, uma multiplicidade de temáticas relacionadas com a governação clínica, a qualidade, o financiamento e que não só permite o conhecimento das melhores práticas, como também possibilita uma partilha de conhecimento, fundamental, para o acompanhamento por parte das organizações das mais recentes tendências e boas práticas a nível internacional.

HdF: Quais foram os temas do 37º Congresso que foram particularmente enriquecedores para os participantes? E quais os temas que deveriam ser mais explorados em Portugal?

AE.: Como temas especialmente interessantes e enriquecedores, foram os referentes à sustentabilidade do sistema de financiamento dos cuidados de saúde, nomeadamente as exposições efectuadas pela Canadian Healthcare Association que referiu alguns dos futuros desafios e soluções para a sustentabilidade no Canadá, bem como a realizada pelo Mark Pearson, Head of Health Division da Organizsation for Economic Cooperation and Development (OECD), que reforçou alguns dos desafios chave para um futuro sustentável na prestação de cuidados de saúde.

Por último, importa salientar a apresentação realizada pela Tracey Cooper sobre as mais recentes tendências no âmbito da qualidade e segurança do doente, bem como a sessão apresentada pela APDH, cuja apresentação dos resultados do questionário aplicado com vista a uma avaliação da cultura de segurança do doente em Portugal, Espanha e Estados Unidos da América permitiram um exercício de benchmarking bastante rico e de elevada qualidade científica.

Semana de Prevenção do Cancro do Colo do Útero comemora-se em toda a Europa

Publicado a 20/01/2012 09:27 por Dep. Editorial   [ atualizado a 20/01/2012 09:32 ]

Entre 21 e 28 de Janeiro de 2012 celebra-se a nível europeu a Semana da Prevenção do Cancro do Colo do Útero. Em Portugal,a Liga Portuguesa Contra o Cancro associa-se à iniciativa através da realização de uma sessão científica no dia 23 de Janeiro, pelas 14 horas, no Auditório da Liga Portuguesa Contra o Cancro - Núcleo Regional do Norte. Já no dia 27 de Janeiro, às 21h30, na Ordem dos Médicos, no Porto, decorrerá um concerto de angariação de fundos com a participação do Quarteto 24 Cordas, da Universidade do Minho, e do Coro Mille Voci.

O cancro do colo do útero representa 12 por cento de todos os cancros que afectam as mulheres e é o segundo cancro mais comum em todo o mundo. Portugal possui uma das mais altas taxas de incidência da Europa.

Plataforma online sobre VIH une médicos e doentes

Publicado a 05/01/2012 04:29 por Dep. Editorial

"Tal como Tu" é uma plataforma on-line, lançada em Dezembro, que pretende dar a conhecer em pormenor o problema do VIH/Sida, recorrendo às opiniões e conselhos de médicos especialistas e de pessoas portadoras da doença. Através do endereço, http://talcomotu.org/home/, é possível partilhar experiências ligadas ao VIH, destacando-se testemunhos em vídeo, três médicas especialistas em VIH/sida e duas pessoas com VIH dão conselhos e falam das suas vivências relacionadas com o vírus.

Melhorar a qualidade de vida e aproximar médicos e doentes de forma intemporal, sem imposições horárias ou barreiras geográficas, são dois dos grandes objectivos da plataforma. Segundo informações do portal, a campanha está enfoque principalmente nas mulheres,porque o VIH se tornou, mundialmente, a primeira causa de doença e de morte entre as mulheres em idade fértil.



 

Grupo espanhol de investigadores vence 1ºPrémio de Inovação no Envelhecimento

Publicado a 26/12/2011 04:30 por Dep. Editorial

O projecto "La plataforma de Equilibrios Biodex Balance System es eficaz para la Prevención de caídas en mayores” de um grupo espanhol de investigadores, da Faculdade de Ciências do Desporto, da Universidade da Extremadura, ganhou o 1ºPrémio de Inovação no Envelhecimento. O grupo premiado é constituído pelos seguintes elementos: Parraca, Jose Alberto; Corzo, Hector, Olivares, Pedro Rufino; Adsuar, Jose Carmelo; Del Pozo-Cruz,Borja,Gusi, Narcis

A iniciativa é promovida pela Associação Amigos da Grande Idade e tem como principal objectivo levar os investigadores, operadores e instituições sociais e de saúde a reflectirem sobre os seus projectos na área do envelhecimento em Portugal. Estiveram a concurso 25 Projectos de intervenção ou estudos de investigação.

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