Sevilha recebeu a II Cimeira Ibérica de Líderes em Saúde, nos passados dias 26 e 27 de Janeiro, uma iniciativa organizada conjuntamente pelo Fórum Hospital do Futuro e pela Fundación para La Colaboración, em parceria com a Agência de Qualidade em Saúde de Andaluzia. Um conjunto de propostas e boas práticas estiveram em análise, durante dois dias, motivando um conjunto de recomendações estratégicas para reforçar a cooperação ibérica em saúde. Sob a temática “Confiança nos Sistemas de Saúde Ibéricos”, a II Cimeira Ibérica contou com a presença de um grupo de especialistas na área da saúde, nomeadamente a Direcção Geral da Saúde, os Conselhos Directivos das diferentes Administrações Regionais de Saúde de Portugal, o Conselho Directivo da Administração Central do Sistema de Saúde, a Secretaria Regional dos Assuntos Sociais da Madeira, a Presidência da Saudaçor - Sociedade Gestora dos Recursos e Equipamentos da Saúde dos Açores, entre outros. Por parte de Espanha, participaram membros e direcção da Conselharia de Saúde do Governo das Canárias, da Conselharia de Saúde do Governo da Extremadura, da Conselharia de Saúde do Governo da Andaluzia, entre outras entidades e associações espanholas. Rosa de Matos, anfitriã da primeira edição da iniciativa, revela que este encontro "aproximou ainda mais os dois países ibéricos, reforçando os laços actuais de cooperação”. Responsável pela moderação do quarto e último painel de debate, intitulado “Confiança entre as organizações prestadoras de serviços de saúde Ibéricos: Cooperação transfronteiriça”, Rosa de Matos declara que "é notória uma evolução, assim como um desenvolvimento importante nos projectos apresentados”. A título de exemplo, a moderadora destaca o trabalho da última mesa, que possui já casos de cooperação no terreno. Para Ponciano de Oliveira, Vogal da Administração Regional da Saúde do Norte, os dois dias do Fórum permitiram "partilhar conhecimento e experiências", designando de "troca saudável, quando é necessário encontrar novas soluções". Ponciano Oliveira realçou a "janela de oportunidades" criada com a II Cimeira, afirmando que "a organização de cartas transfronteiriças, numa lógica de sustentabilidade das instituições de saúde, através dos dois lados da fronteira, ao nível da intervenção da doença, pode trazer ganhos acrescidos". Na opinião de Francisco Jardim Ramos, Secretário Regional dos Assuntos Sociais da Madeira, a intervenção deve ser feita ao nível dos sistemas de informação: "A tecnologia hoje dá-nos ferramentas que podem ser utilizadas para optimizar a prestação de cuidados de saúde numa comunicação transparente e segura de dados. Temos estar confiantes nos sistemas de informação e de comunicação, sejam vistos pelos prestadores de cuidados e pelo cidadão comum, como um instrumento seguro e fiável para a transmissão de dados que podem fazer a diferença numa situação de emergência.” O Vogal da Administração Regional do Norte comenta que “apesar dos ganhos obtidos em cooperação até os dias de hoje, todas as iniciativas tem sido mais ou menos pontuais, e o que é necessário para retirar o verdadeiro proveito é um plano estratégico que combine todos os eixos de cooperação, que podem ser explorados aos diferentes cenários de integração e de colaboração". |





