Produzido em Portugal, é o primeiro fármaco com origem numa universidade e irá ser lançado no mercado após a autorização da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (INFARMED). Após uma década de investigação, o rádio fármaco, designado por FDG (Fluodesoxiglucose[18f]), foi desenvolvido no Instituto de Ciências
Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS) da Universidade de Coimbra, e segundo declarações do Vice-reitor para a Investigação e Director técnico para a Produção do ICNAS, Amilcar Falcão, à Agência Lusa, a
produção atingida chega já para cobrir as necessidades do mercado
nacional nesta área. Com o lançamento deste fármaco, Portugal deixa de depender da produção espanhola, país de onde era importado o rádio fármaco que permitia perceber a evolução da doença oncológica. O medicamento é injectado nos doentes que vão fazer o exame PET, equipamento que detecta a radioatividade, permitindo, no caso da oncologia, “avaliar as neoplasias e, eventualmente, as metástases”, segundo com o cientista. Amílcar Falcão revela que "quando se trata de um produto utilizado devido à sua radioactividade, ao vir de Espanha, não só estávamos dependentes dessa produção como o medicamento perdia qualidade no tempo que demora o seu transporte”. |
