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PRÉMIOS

Vencedores dos Prémios Hospital do Futuro 2008/2009



Na foto, Maria de Belém, Presidente da Comissão Parlamentar de Saúde (esquerda), e Ana Curto, Directora do Projecto de Saúde, Segurança e Bem-Estar no Trabalho na Câmara Municipal de Almada
• Autarquias
Campanha “A Hipertensão Arterial não se sente. Mede-se. Passe palavra e meça a sua.”
Agrupamento dos Centros de Saúde de Almada / Saúde Ocupacional da Câmara Municipal de Almada
Luís Marquês
, Director do Agrupamento dos Centros de Saúde de Almada, António Paes Duarte, Director do Serviço de Saúde Ocupacional da Câmara Municipal de Almada e Ana Curto, Directora de Projecto de Saúde, Segurança e Bem-Estar no Trabalho da Câmara Municipal de Almada/Serviços Municipalizados Água e Saneamento.

O objectivo do projecto é fornecer recursos (informação, conhecimento, acessos, “facilidades”, etc) que permitam aos profissionais controlar o seu estado de saúde e o dos seus familiares. O projecto envolve o Agrupamento dos Centros de Saúde de Almada, o departamento de Saúde Ocupacional da Câmara Municipal de Almada, assim como o projecto de Saúde, Segurança e Bem-Estar no Trabalho da Câmara Municipal de Almada/Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS).
Com estas campanhas de âmbito interno, pretende-se melhorar a saúde dos profissionais, através do controlo da hipertensão arterial. Não se trata apenas de curar a doença quando já existe, mas de a prevenir. Para isso são disponibilizados aparelhos de medição e informações para que os profissionais adoptem estilos de vida saudáveis e tenham noção do problema da hipertensão arterial, que é uma doença silenciosa.





Na foto, Cristina Louro, Vice-Presidente da Cruz Vermelha (esquerda), e Teresa Ramos, Responsável pelo Banco de Tecidos do Centro de Histocompatibilidade do Sul (direita).
• Biotecnologia
Banco de Tecidos - Membrana amniótica imunologicamente inerte
Centro de Histocompatibilidade do Sul
Teresa Ramos
, Responsável pelo Banco de Tecidos

A “Membrana amniótica” como resíduo cirúrgico é obtida, com consentimento informado das parturientes, de cesarianas programadas ou de recurso, caso não haja rotura do saco amniótico. No dia do parto, o sangue da parturiente é colhido e são feitos exames serológicos para exclusão de infecção por Hepatite B, Hepatite C, HIV 1 e 2, HTLV 1 e 2 e Sífilis. Para além dos métodos serológicos convencionais, a presença dos vírus HIV, HCV e HBV são também analisadas por PCR.
As membranas, cujas dadoras são negativas para todos os vírus acima mencionados, são preparadas em “salas brancas” ISO Classe 5, certificadas. O método utilizado no tratamento da “Membrana amniótica” confere-lhe imunologicamente inerte.
Classicamente é usada como penso biológico, sendo rejeitada ao fim de algum tempo. Ao contrário, com a “Membrana amniótica” imunologicamente inerte não se verifica rejeição nem necessidade de imunossupressão. Pode ser também aplicada em queimaduras, entre outros problemas de pele.






Na foto, João Nunes de Abreu, Presidente do Fórum Hospital do Futuro (esquerda), e José Luís Biscaia, Director da USF de São Julião (direita)
• e-Saúde
Centro de Saúde do Futuro
Unidade de Saúde Familiar S Julião
José Luís Biscaia,
Coordenador

Foi implementada na Unidade de Saúde Familiar (USF) de São Julião, na Figueira da Foz, uma unidade de cuidados de saúde primário, que integra o Centro de Saúde da Figueira da Foz, futuro ACES (Agrupamento de Centros de Saúde) do Baixo Mondego II.
O Centro de Saúde do Futuro implementou a solução VITAHISCARE, isto é, um sistema de informação que gere de forma integrada as informações administrativas, financeiras e clínicas. O acesso à informação é feito em tempo real através do processo clínico electrónico e os utentes podem marcar consultas, pedir receitas e aceder ao seu processo clínico através de um portal. O novo sistema substituiu o SINUS, o habitual sistema de informação dos centros de saúde. Desde que entram até que saem, os utentes têm a ajuda das novas tecnologias: recepção automática, gestão de filas, acesso a informações. O Centro de Saúde do Futuro tem também um jardim virtual que floresce à medida que as pessoas passam e onde passeia um coelho que foge e se esconde.




Na foto, Teresa Moraes Sarmento, Deputada da Assembleia da República (esquerda), e Hilson Cunha Filho, Presidente da Direcção do CATR (direita)
• Educação
Sinais de Fumo
CATR – Centro de Apoio, Tratamento e Recuperação, IPSS
Hilson Cunha Filho,
Presidente da Direcção

O “Sinais de Fumo” é um Programa de Prevenção Universal no âmbito dos estilos de vida e tem como objectivo principal contribuir para a promoção e protecção da saúde de jovens com uma idade média de 12 anos (variando entre os 10 e os 14). O programa incide, sobretudo, no tabagismo e outras drogas, a fim de evitar ou retardar a experimentação e o consumo de tabaco pelos jovens, através da implementação de um programa de prevenção em meio escolar dirigido às escolas do 2º e 3º Ciclo do Ensino Básico. O “Sinais de Fumo” envolve quatro domínios distintos de intervenção: individual, família, escola e comunidade.
Numa análise realizada verificou-se que houve uma pequena diminuição do número de fumadores, passando de 63,4% de não fumadores, antes do programa, para 61%, depois do programa. Os pais e as mães fumadores também diminuíram de 43% para 39% (pai) e de 35,5% para 31,4% (mãe).




Na foto, Alcindo Maciel Barbosa, Presidente do Conselho Directivo da ARS Norte (esquerda), e Liliana Ramalho, Directora da Gesaworld Portugal (direita)
• Gestão & Economia da Saúde
Urgência Pediátrica Integrada do Porto (UPIP)
Administração Regional de Saúde do Norte, I.P.
Alcindo Maciel Barbosa,
Presidente do Conselho Directivo

A Urgência Pediátrica Integrada do Porto (UPIP) teve início em Outubro de 2006 e integra-se na reestruturação dos Cuidados Primários de Saúde e da Rede Hospitalar da Região. Na altura a ARS Norte deu início a um plano estratégico de assistência às crianças e jovens com doença aguda, não urgente nem emergente. Trata-se de uma rede de prestação de cuidados de saúde destinada a utentes de idade inferior a 18 anos, inscritos nos Centros de Saúde dos concelhos do Porto, Gondomar, Maia, Matosinhos e Valongo e inclui o Hospital de S. João, Unidade Local de Saúde de Matosinhos e o Centro Hospitalar do Porto.
No projecto apostou-se ainda na inovação tecnológica, com o Processo Clínico Electrónico (PCE), a referenciação electrónica, nas bases de dados e na transmissão das mesmas via electrónica.
O objectivo do projecto passa também por incentivar a população a recorrer mais aos centros de saúde, reservando o recurso à unidade pediátrica hospitalar para os restantes casos.




Na foto, Rui Henriques, Administrador da Glintt HS (esquerda), e Rita Nabeiro, administradora do Coração Delta (meio), e Jorge Conde, professor coordenador da Escola Superior Tecnologias da Saúde de Coimbra (direita)
• Parcerias em Saúde
Ouvir o Alentejo
Coração Delta – Associação de Solidariedade Social
Dionísia Sousa Gomes,
Coordenadora de Acção Social

O projecto nasceu de uma parceria entre o Coração Delta, a Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, Curso de Audiologia, e o Grupo de Rastreio de Intervenção da Surdez Infantil. O objectivo é prestar cuidados na área da surdez/hipoacúsia infantil e assenta em três pilares principais: rastreio neonatal para todos os recém-nascidos das três maternidades do Alentejo e rastreio pré-escolar de todas as crianças do Concelho de Campo Maior.
O Coração Delta pretende prevenir e detectar atempadamente problemas de surdez, que aparecem, por vezes, nos primeiros tempos de vida e que, se não forem tratados a tempo, podem levar à surdez total.




Na foto, João Breda, Coordenador da Plataforma da Obesidadade (esquerda), Rui Lourenço, Presidente do CA da ARS Algarve (ao meio), e Luís da Silva Correia, Director Regional de Educação do Algarve (direita)

Prevenção da Obesidade
Programa de Combate à Obesidade Infantil na Região do Algarve
Administração Regional de Saúde do Algarve, IP; Universidade do Algarve (Escola Superior de Saúde e Escola Superior de Educação); Direcção Regional de Educação do Algarve; Direcção Regional do Algarve do Instituto Desporto de Portugal, IP
Teresa Sofia Sancho,
Coordenadora do Programa

O programa iniciou-se com um estudo de prevalência da pré-obesidade e da obesidade infantil na região do Algarve no decorrer do ano lectivo 2005-2006 (15 escolas do 1º ciclo do Ensino Básico públicas e privadas). Os resultados indicaram que 30,2% de crianças com idades compreendidas entre os 7 e os 9 anos apresentavam excesso de peso, 10,2% obesas e 20,0% pré-obesas.
Na segunda fase do projecto, que começou em 2007 e termina em 2010, realizam-se acções de intervenção comunitária regional para se promover estilos de vida saudáveis (alimentação saudável e actividade física regular).
Como a abordagem tradicional não tem levado à mudança de comportamentos, optou-se por englobar medidas educativas, técnicas, económicas e legislativas associadas a uma intervenção precoce nos cuidados de saúde.
O projecto envolve municípios, a ARS Algarve, a Universidade do Algarve, a Direcção Regional de Saúde do Algarve e a Direcção Regional do Algarve do Instituto Desporto de Portugal.




Na foto, Joaquim Faria Almeida, Presidente Conselho Gerência
• Qualidade em Saúde – Acreditação
Hospital da Prelada – Melhoria Contínua da Qualidade
Hospital da Prelada
Luís Monteiro,
Director Clínico

O Hospital da Prelada obteve a Acreditação pelo HQS em Janeiro de 2007 e foi seleccionado para o grupo de 6 finalistas de hospitais internacionais para a atribuição do “CHKS Quality Improvement Award” em 2008. Foi ainda o 1º hospital nacional a monitorizar mensalmente e de forma holística um grupo de indicadores mensais, a fim de melhorar a qualidade dos serviços prestados. Todos os meses são também realizados inquéritos aos utentes e familiares no ambulatório e no internamento. Os serviços clínicos e não clínicos são alvo de auditorias internas periódicas e foi aplicado um Programa de Auditoria Clínica Mensal e um Programa de Auditoria Mensal do Processo Clínico, desde 2003.
A unidade hospitalar foi premiada também por ter há vários anos informatizada a gestão e o funcionamento da Consulta Externa e dos Blocos Operatórios, estando em vias de introdução do Processo Clínico Electrónico.



Na foto, Monsenhor Victor Feytor Pinto (esquerda) e Purificação Tavares, Presidente do CGC (direita)
• Qualidade em Saúde – Certificação
CGC – Qualidade ao Serviço da Inovação
CGC Centro Genética Clínica
Purificação Tavares,
Direcção Clínica

Este ano, o CGC Centro de Genética Clínica foi o primeiro laboratório português genética certificado pela Norma ISSO 9001-2000 e foi o primeiro laboratório português a ser certificado em IDI pela Norma NP 4457 e a obter o licenciamento do Department of Public Health para prestação de serviços para o estado norte-americano da Califórnia.
Em 2007 viu também renovada a certificação que engloba as consultas de genética médica, exames de biologia molecular, exames de citogenética e xames de rastreio pré-natal. Actualmente, o CGC participa em múltiplas AEQ (Avaliação Externa de Qualidade) promovidas por sete organismos independentes, o que o torna num dos laboratórios europeus com um maior número de AEQ. O centro foi, inclusive, o primeiro laboratório português a obter o Clinical Laboratory Improvement Amendments (CLIA) do Department of Health and Human Services e obrigatório para todos os laboratórios de análises clínicas a trabalhar para os EUA.




Na foto, Maria de Belém (esquerda) e Luís Matos, Administrador para o Departamento de Ambulatório (direita)
• Serviço Público
LinCE - Lean na Consulta Externa - uma experiência de implementação da filosofia Lean
na prestação de cuidados de saúde.
Centro Hospitalar do Porto
Luís Matos,
Administrador para o Departamento de Ambulatório

O projecto LinCE permite a sistematização do Processo de Melhoria na Consulta Externa, através da construção de um Modelo de Melhoria Contínua, baseado na filosofia LEAN (enfoque na super-produção, tempo de espera, transporte, excesso de processamento, inventário, movimento e defeitos). O projecto melhorou o circuito e a acessibilidade do utente, os espaços físicos utilizados pelos utentes e pelos profissionais, a satisfação de utentes e profissionais e a articulação com os serviços de suporte.
A melhoria não visou apenas melhorar a gestão dos processos, mas também transformar a cultura organizacional do departamento de Ambulatório, com o objectivo de permitir uma maior colaboração entre profissionais e um maior envolvimento dos mesmos no departamento.
Com o LinCE pretendeu-se também eliminar desperdícios nas operações, uma maior satisfação do utente (menos tempo de espera e serviços mais acessíveis), uma maior satisfação dos profissionais (que passaram a ter mais tempo para o atendimento dos utentes) e uma maior integração organizacional.



Na foto, Caldas de Almeida, em representação da União das Misericórdias Portuguesas, e Luís Duarte, Director de Estratégia e Desenvolvimento Negócios
• Serviço Social
Programa Rumo Seguro®
AMAZE, Lda.
Luís Duarte,
Director de Estratégia e Desenvolvimento de Negócios

Com o envelhecimento da população, a doença de Alzheimer é cada vez mais comum. Como se trata de um tipo de doença degenerativa ao nível neurológico e cognitivo, o Rumo Seguro permite colocar um código de identificação no verso de um dos objectos de uso pessoal do doente (colar com medalha ou pulseira) que o permite identificar caso se perca. Muitos dos doentes tendem, com o agravar da situação, a fugir e, se tiverem este dispositivo, são identificados facilmente.
Para garantir a privacidade dos dados, foi criado um sistema de segurança complexo que obriga, não só à validação do utilizador, como também à obrigatoriedade de introdução de um código válido.
O programa conta com várias parcerias, como a Associação Alzheimer Portugal, a Associação Portuguesa de Médicos de Clínica Geral, a Associação Portuguesa de Gerontopsiquiatria, a Associação Nacional de Farmácias, a Liga dos Bombeiros Portugueses, entre outras.



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